segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

as ideias também precisam de ser arejadas...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
uma das orlas do parque de Angeiras ao fim do dia
Este fim de semana, mais precisamente no sábado de manhã, sentei-me em frente ao computador para escrever um novo post e não saiu nada, nem uma palavra, nadinha nos meus neurónios, por mais que os espremesse os sujeitos decidiram fazer greve . E tenho tanto para partilhar por aqui, desde novos trabalhos, a outros já terminados, novos items também, mas é assim, nem sempre acontece. A inspiração não cai do céu e certamente também não se vende em latinhas. Posto isto, decidi que tinha de organizar as ideias e dar-me ao trabalho de desenvolver algumas actividades que me ajudassem, por um lado, a limpar a massa cinzenta de assuntos que não me interessam ter como permanentes, que é como quem diz arejar as ideias, por outro lado ajudar a (re)organizar as outras ideias, as boas, estão a ver. Foi o que fiz. Comecei por me atirar ao quintal a desbravá-lo, quintal que já não era mato mas sim floresta, estava o caos. Algumas ervas daninhas quase se transformaram em árvores (!) é verdade, não estou a exagerar. Não ficou nada bom, longe disso, mas ficou muito melhor. Há que voltar e continuar.
um antes e depois não muito convincente mas há diferenças!
Também fiz uma manutenção arejada à casa. Sem chuva a intrometer-se pelo caminho, abri as janelas de par em par e sacudi tudo o que fosse possível de ser sacudido, de tal forma que o meu nariz começou a fungar, graças às correntes de ar e pós que se fizeram sentir. Fecha! não queremos nem constipações, nem alergias. Quintal e casa limpos. Ideias mais arejadas. O que fazer a seguir? deixar-me de tarefas enérgicas e relaxar. Ler, foi o que fiz, avancei mais umas páginas do livro que me acompanha de momento (Apenas Miúdos, da Patti Smith) e também foi revitalizante, a leitura funciona como uma espécie de higienização cerebral, faz bem e recomenda-se. Ao final do dia fizemos uma saída em família até ao shopping para continuar a arejar as ideias. Depois de umas comidas, uns meteram-se na Fnac e outros (eu) na Ikea, para ver as novidades. Vi, gostei e listei algumas para mais tarde reflectir sobre a efectiva necessidade das mesmas... sabem como é, não podemos viver de impulsos, caso contrário, nos dias seguintes aos impulsos, lá ficam os neurónios outra vez numa lástima. E o sábado terminou. Domingo. Tanto sol! vamos sair, anunciei eu logo pela fresquinha, não fossem eles começar a idealizar as espreguiçadelas no sofá depois de almoço, os jogos de computador e os filmes na tv. Nem lhes dei hipótese, sublinhei vamos sair e fazer um piquenique! Senti de imediato um olhar inquisidor por parte do mais velho, que já está naquela fase em que sair com os pais e o irmão mais novo é um verdadeiro aborrecimento. Fiz de conta que nem reparei, olhei para ele com um sorriso de orelha a orelha, tal e qual como se ele tivesse achado a ideia de sair com o papá, a mamã e o maninho uma autêntica maravilha. Coitado, nem teve tempo para reagir, o pai e o pequeno R não hesitaram e acharam uma belíssima ideia, pelo que ganhei dois aliados. Três contra um, nada a fazer, adolescente para dentro do carro. Fizemos uma passagem rápida pelo supermercado para comprar frango assado, batatas fritas, fruta e uns verdes, e ala que aí vai, todos para Angeiras para o parque de campismo. Tão bom. Estava um sol arrebatador. Piquenicámos e soube-nos pela vida. Arejámos a rulote, verificámos se o material estava em condições, passeámos e desejámos que o bom tempo viesse o quanto antes, para podermos fazer os nossos fins de semana no campismo, que tanto gostamos. No final do dia começou a ficar frio, regressámos a casa consolados e já com as energias nos sítios certos.

uma manta bem aos estilo traicional, falta rematar as pontas
À noite, já ao serão, os miúdos recolheram-se nos seus quartos e nós sentámo-nos em frente à tv e zapámos, zapámos, zapámos... ainda peguei na manta que ando a fazer, fiz a última carreira, só faltava rematar as pontas mas não me apeteceu, como é óbvio. Não me fixei em nada, apenas deixei que o sono tomasse conta de mim. Hoje os neurónios voltaram e eu volto a falar-vos de crochets daqui a uns dias.
Tenham uma excelente semana ;)


Até já
Ana Lado B


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

cachecol tricolor

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Fiz uns agasalhos cá para casa quando o frio apertou nas primeiras semanas do ano. Hoje mostro-vos o cachecol tricolor, um modelo unisexo que foi pensado para ser usado por quem o apanhar. Funciona assim, a primeira pessoa a agarrá-lo pela manhã pode usá-lo durante todo o dia. Mas sendo eu uma pessoa de ideias fixas, caso me passe pela cabeça que quero usar o cachecol no dia seguinte não tenham a menor dúvida de que o mesmo deixa de estar à vista dos restantes habitantes cá de casa. Eheheh, não se pode ser perfeito.






mede cerca de 2,26 m, é bem grande, dá para dar umas voltas ao pescoço para nos sentirmos bem aconchegados.
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Gosto muito destas cores e os meus olhos pelam-se por vê-las juntas. Este cachecol gastou três novelos, um de cada cor, de fio Merino Aran (52% lã, 48% acrílico) da Katia e crochetei-o com agulha nr.6. É um fio que desliza na agulha quando o tecemos e é muito suave ao toque. Escolhi um ponto que adoro fazer, o ponto moss. Se espreitarem aqui vêem que já vos falei deste ponto, quando fiz a manta com o mesmo nome, que aliás é uma das minhas preferidas. É um ponto muito sedutor, apetece fazê-lo sem parar. É executado apenas com ponto baixo e ponto de corrente. Experimentem montar um cordão com 21 pontos (de corrente), depois, para a primeira carreira, façam assim: executem dois pontos de corrente (que contam como primeiro ponto) e teçam um ponto baixo no 3º ponto do cordão que montaram primeiramente, *teçam um ponto de corrente, saltem um ponto do cordão e teçam um ponto baixo no seguinte*. Repitam de *a* e vão ver o ponto moss a aparecer. Cada carreira termina sempre com um ponto baixo e inicia sempre com dois pontos de corrente. Vejam o esquema que fiz no meu caderno de pontos.
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Este ponto é muito fácil, experimentem e vão ver como é agradável de ser feito.
Tenham uma excelente semana.


Até já
Ana Lado B


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