domingo, 25 de setembro de 2016

Manta Moss

domingo, 25 de setembro de 2016
Aqui está um dos trabalhos que mais gozo me deu fazer nos últimos tempos. É absolutamente verdade: a simplicidade é grande amiga do bom gosto! Vejam, e digam-me lá se não é verdade. Recorri ao mesmo fio usado na Manta em Vs e também na Candy Sugar, ambas deste ano. Desta vez trabalhei o fio com agulha nr.7 para ficar com um trabalho muito macio, isto porque como o ponto é já bastante fechado há que contrariar a rigidez que possa surgir caso se teça com agulhas de nr mais baixo. O fio tem de deslizar na agulha, sem esforço, assim foi e funcionou muito bem, a peça ficou muito macia. Este ponto chama-se ponto musgo ou moss stitch e eu andava já há muito a querer experimentá-lo. É extremamente simples de ser executado e produz um efeito final deslumbrante. Usei cinco cores mas a possibilidade de mesclas de cores com este ponto é infindável, e garanto-vos que quantas mais cores usarmos mais deslumbrante fica o trabalho.
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Tinha duas opções para terminar a manta, ou rematava as duzentas e quarenta pontas, uma a uma, para fazer uma barra a toda a volta, ou não rematava nenhuma e fazia umas franjas. Franjas, claro! Não estou nada arrependida da decisão que tomei, adoro o aspecto final.
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É um remate diferente, muito bonito, e não deixa de ser igualmente seguro. A Manta Moss mede 90cm x 90cm aprox., uma belíssima manta de colo, macia, muito confortável e suficientemente quente para os dias frios que não tardam nada estão por aí a fazer-nos companhia.





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Sabem que mais, quando iniciei esta, ao fim de uns dez centímetros gostei tanto do que os meus olhos viam que imaginei de imediato mais mantas mas com outras cores, muitas cores!
Desejo-vos um resto de domingo ternurento e uma semana extraordinária.


Até já
Ana Lado B



sábado, 24 de setembro de 2016

Preto no branco

sábado, 24 de setembro de 2016
Ontem. Acordei, despachei-me, saí de casa, fui trabalhar, saí, fui almoçar, fui à baixa, reuni na baixa, fiz umas compras na baixa, apanhei o metro, e depois outro, fui buscar o mais novo, fui novamente às compras, voltei para casa, cheguei à porta de casa, ansiosa por estar em casa e... esqueci-me das chaves, hoje de manhã saí de casa sem chaves. Não pode ser! Mas aconteceu. Esperámos à porta de casa, compras dum lado, e também do outro, filho mais novo a deitar abaixo um saquinho de maltesers, eu a sentir-me tão cansada que já só pensava no sofá, sentiamo-nos os dois cansados, sentámo-nos nas escadas da biblioteca, à espera do mano, o miúdo desenhou, eu observei, o tempo passou e o mano chegou. Finalmente, em casa. Esta foi a primeira parte do meu dia de aniversário, a segunda já foi muito mais calma, rodeada de mimos e confortavelmente instalada naquele que considero ser o melhor lugar do mundo - a minha casa! Há dois dias que o Outono chegou. Ontem quando acordei, já tinha quarenta e oito anos. Às vezes sinto-os todos em cima de mim, mas a maior parte das vezes não sinto nada. Sinto-me eu e só eu. Só quando olho para fotos recentes, ou dou mais tempo à minha imagem reflectida no espelho, é que percebo que os anos passam e vão deixando o seu registo marcado no meu corpo. Dias existem em que as marcas não me afectam, noutros, dão-me volta ao miolo. É como tudo, tem dias. Às vezes sim, às vezes não. Mas o que é certo é que a vida tem-me dado momentos grandiosos que ultrapassam a léguas os dias mais ranhosos, assim como as marcas da passagem do tempo. A vida tem sido uma senhora muito generosa comigo e eu tento estar atenta aos seus sinais, sem perder nada, aproveitando-a, agarrando-a, deixando-me levar por ela.
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Aqui estou eu, preto no branco, sem maquilhagem, sem preparativos, a frio. Ou melhor, a frio não porque neste dia estava um calor abrasador eheheh  Esta foto foi tirada por um dos meus filhos em Odeceixe, no passado mês de Agosto, durante as nossas magníficas e merecidas férias, enquanto esperávamos por um polvo à lagareiro, nham!


Até já
Ana Lado B




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