domingo, 26 de março de 2017

tamanho xs

domingo, 26 de março de 2017
Ultimamente tem-me apetecido fazer trabalhos mais pequenos. As mantas continuam, claro, como vos mostrei na publicação anterior tenho algumas em desenvolvimento, mas trabalhos tamanho xs é o que me anda a apetecer fazer. Depois, as ideias não param (!) parece que nem cabem dentro da minha cabeça. Não consigo concretizá-las todas à velocidade que me surgem, mas fixar-me em trabalhos de pequena dimensão ajuda-me a experimentar uma série delas em curto espaço de tempo. Portanto, imagino a conjugação de cores, o padrão para as usar, dou à agulha e em pouco tempo surgem os resultados. As capas que fiz para os meus bancos são exemplo disso mesmo, projectos rápidos que me deixam satisfeita e me alegram os olhinhos, tudo conveniente. Claro que estou a fazer estes trabalhos e começo a imaginar mantas com estas cores... eheheheh, isto é muito difícil, acreditem que é.
.
Quem me segue no IG já viu a foto de cima. Ah! pois é verdade, o fazbemaosolhos já tem conta no instagram!!! Pois, eu sei, já não era sem tempo... mas as coisas são como são, há um tempo para tudo. Não gosto de pressas e tinha de sentir que era o momento.
.
Estas capas surgiram porque encontrei uma caixa cheia de novelos com estas cores fantásticas. Tenho-os há anos e não sabia por onde andavam, até que os descobri. Não resisto a material novo, dá logo vontade de desmanchar os novelos e começar a transformá-los. Foi o que fiz.

Este banquinho está na sala, aliás estão dois destes, e o outro em breve também será vestido. Comprei-os há muito tempo, quando os filhos eram pequeninos. De início tinham um quarto conjunto, estes bancos e uma pequena mesa faziam as delicias de dois miúdos que adoravam, e ainda adoram, pintar e desenhar. Os miúdos cresceram, a diferença de idades começou a sentir-se e decidimos dar um quarto a cada um. Os bancos e a mesa foram para a sala, sempre disponíveis para serem utilizados. Eu uso-os como repousa pés quando me sento no sofá a crochetar ou a ler. O pai R gosta de sentar-se nos bancos quando anda em pesquisas de volta dos dvds, ficando ao nível dos aparelhos, dá-lhe jeito. Por sua vez os miúdos gostam de regressar aos bancos e à mesa quando lhes apetece jogar jogos de tabuleiro. Portanto, enquanto os bancos tiverem utilidade estarão ali a fazer-nos companhia.

.
Este banco também comprei na Ikea. Já não existem, fiquei com pena de não ter comprado mais um ou dois na altura. Gosto muito dele, pelas formas simples e porque é de madeira natural. Dá uma bonita banqueta, ou uma mesa de cabeceira, ou uma pequena mesa de apoio, enfim, é versátil e por isso mesmo gosto muito dele. Cobri-o com um granny-square muito colorido e coloquei-o na minha sala. Aos poucos estou a ficar com uma sala bastante colorida. Espero em breve conseguir olhá-la e vê-la como a imaginei. O grande colorido está de volta como a grande tendência desta Primavera/Verão e à parte que me toca, adoro a ideia!
.
Em breve a pequena mandala transformar-se-à em mais uma capa de banco.Não, não vou fazer capas para todos os bancos que tenho cá por casa, mas que alguns as merecem, lá isso merecem. Além destes, consigo ainda imaginar mais um ou dois com capas.
Tenham uma semana cheínha de cor para colorir os dias cinzentos que não nos têm largado. Já agora, alguém sabe onde é que se meteu a Primavera?...


Até já
Ana Lado B



domingo, 19 de março de 2017

Memo # do que fiz e ando a fazer

domingo, 19 de março de 2017
Fechada  a estação fria na anterior publicação no fazbemaosolhos não tardaram a aparecer os trabalhos com tons primaveris. Ao contrário do que me é habitual não tenho andado só de volta dos tons fortes e coloridos que tanto gosto de misturar, tenho também experimentado tons mais neutros, chamemos-lhes suaves. Em algodão rústico, cinza claro e branco, estas bandeirolas dão "aquele toque" à cabeceira da minha cama. Gosto de as ver ali. Fiz umas iguais para oferecer a uma blogger, a Bela, que já me disse que as vai pendurar numa janela, onde também ficarão muito bem, tenho a certeza.
.
Do padrão que se segue vai sair uma manta de bebé, mas antes deste formato final há uma pequena saga, daquelas que acontecem, muito raramente, mas acontecem, a quem compra lãs. Comprei os primeiros novelos há algum tempo, quando a marca os lançou, para experimentar o fio que me pareceu ser adequado para mantas. E é. Tenho uma quase feita (outras cores e padrão) e com estas quatro cores comecei uma manta para cama de criança. Tudo estava a correr lindamente até que precisei de comprar mais novelos na cor bege, para terminar o projecto que já ia a mais de meio. Tive de esperar algum muito tempo pelos novelos, mas esse não foi o problema. A questão levantou-se quando o fornecedor voltou a repor stock. A cor, ou o tinto, era o mesmo, mas o fio não!!! Embora fosse indicado como sendo o mesmo, tretas, era completamente diferente na espessura e na composição. Impossível de dar continuidade ao trabalho, notava-se e ficava mal, muito mal. Eu gosto de misturar materiais e criar texturas, mas no caso o projecto não foi pensado com essa finalidade e tinha de ter o mesmíssimo fio do princípio ao fim. Aborrecida por tanto esperar e ficar sem fio em condições, encostei o trabalho à box. Há uns meses uns amigos deram-me a notícia de que iam ser papás. Lembrei-me da ideia para a manta da cama de criança, pois tinha pensado naquele padrão com aquelas cores e queria muito experimentá-lo. Como a neura já me tinha passado há muito, lá peguei novamente no projecto que já tinha iniciado. Desmanchei-o todo e voltei a fazer, desta vez em tamanho xs de forma a não ter de misturar os desgraçados dos novelos com um fio tão diferente. Vai ficar uma manta de alcofa e vai ficar bonita, tenho a certeza.
.
E agora cá estão elas, as cores de grande contraste que eu tanto gosto. É verdade, estou de regresso ao grande colorido com esta manta para a nossa rulote. Vi a da Saskia e fiquei apaixonada pelas cores. Também quero!!! E lá fui eu à procura de tons idênticos e optei pelo Catitano, da Rosários4.  Já consigo imaginar a cama da rulote com esta manta, vai ficar liiiinnnnda. Tenho tantas saudades de ir passar uns dias ao meu retiro, mas não há-de tardar. Os dias bons já se fazem sentir e as oportunidades vão começar a aparecer.

E é isto, mantas e bandeirolas para alegrar os olhos. Também me entretive com outras graçolas, mas essas ficam para depois. E vocês, que andam a fazer com sabor a primavera?
Tenham uma excelente semana, daquelas bem coloridas ;)


Até já
Ana Lado B


domingo, 5 de março de 2017

granny square, the big one!

domingo, 5 de março de 2017
Fiz o maior granny square de toda a minha história no crochet! Eu sei, há muito maiores, mas este é o meu maior :) pelo menos até ao momento.
No início do ano passado criei uma paleta de cores de inverno que adorei misturar e na altura fiz uma almofadae também um poncho que ainda não terminei, sendo que basicamente faltam meia dúzia de carreiras e os remates. Saiu na rifa, é daqueles trabalhos que vão ficando no fundo da cesta, um dia há-de saltar de lá para ser terminado. Mas adiante, vejam lá o meu giant granny square.





.
Nunca tinha feito nenhum deste tamanho. Foi crescendo enquanto os novelos o permitiram e acabou por ficar uma manta de colo de 1,15m x 1,15m. O fio, em meada, é da Brancal, um mistura de lã e acrílico, foi trabalhado com  agulha nr.4. Esta manta vai direitinha para a loja on-line  fazbemaosolhos, para fazer companhia às que já lá estão. Ainda não chegou lá, mas há-de chegar.
Agora uma curiosidade, sabem porque é que este padrão é apelidado de granny square? Esta foi uma pergunta que coloquei a mim própria e decidi pesquisar. Assim, à laia de brevíssima nota, passo a partilhar o que li acerca do assunto. Diz-se que estes "quadrados da avó" surgem na grande corrida ao ouro, na Califórnia, há cerca de cento e setenta anos atrás. As mulheres colonas, britânicas, francesas, italianas, australianas, neozelandesas, latino-americanas, suecas, holandesas, chinesa, entre outras, tinham parcos recursos nas novas terras que habitavam e viam-se obrigadas a reaproveitar tudo sem excepção, inclusive os fios de lã das velhas camisolas e meias gastas. Com os restos das fibras que acumulavam faziam quadradinhos em crochet. As cores eram misturadas a seu belo prazer, conforme as quantidades de que dispunham, mas também inspiradas nos grandes contrastes de cores vivas dos tapetes do médio oriente - afghans. Ok, até aqui, entendido. Mas então o que é que a avó tem a ver com o assunto!? Ora, como a maioria dos trabalhos do quotidiano já não podiam ser desenvolvidos pelas mulheres mais velhas, cabia-lhes a elas as tarefas que não exigiam grandes esforços e, entre muitas outras tarefas, eram incumbidas de unir um a um todos os quadrados crochetados, trabalho que requeria muito tempo, paciência e dedicação, daí o nome "granny-square". Depois de unidos os quadrados formavam mantas grandes e coloridas que aconchegavam as famílias e decoravam as suas camas.




.
Gostei tanto do resultado desta manta que já estou com ideias para uma próxima, ainda maior! com outro tipo de lã, cores e textura. Penso que este trabalho encerra a fase outono/inverno aqui pelo fazbemaosolhos. Embora lá fora ainda chova, começa a apetecer-me pegar em contrastes mais primaveris. Já tenho ideias e cores pensadas e quero muito começar a trabalhá-las.
.
Tão linda!!! A querida e doce Helga foi a minha companheira nesta sessão fotográfica, também ela mereceu uma foto.
Desejo-vos uma excelente semana.


Até já
Ana Lado B



Faz bem aos olhos | Crochet - Crafts - Lifestyle © 2014