quarta-feira, 16 de agosto de 2017

naperon de juta # colorido

quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Gente bonita, começo por vos agradecer do fundo do coração todas as reacções e visitas ao meu naperon de juta. Tão importante que é receber o vosso feedback e tão bom que é sentir que a satisfação é recíproca. E uma vez mais, tive o enorme prazer de ser surpreendida pela pela Annemarie que destacou no sábado passado o meu naperon de juta na sua link party Link Your Stuff. Muito obrigada Annemarie, 
muito obrigada a todos! Estas coisas fazem-me muito feliz.
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Ainda à espera das férias à séria que começam daqui a escassos dias, mal o pai R termine os seus compromissos de final de época, eu e os miúdos fomos para o parque passar três dias na rulote. Como sempre, foi muito bom, soube a pouco e ficámos cheios de vontade de voltar, o que com certeza acontecerá já no final desta semana. Yay! O parque de campismo reúne as condições perfeitas para me dedicar aos projectos do Lado B, às minhas leituras e até à organização de ideias futuras para o Lado A. No parque o tempo rende, os dias ficam maiores e a nossa energia está sempre no nível positivo. Levei comigo A casa-comboio, da Raquel Ochoa. Romances históricos não são bem o tipo de leitura que mais me atrai, mas já há algum tempo que comprei o livro com a curiosidade de conhecer a escrita que foi prémio literário revelação há uns anos, e sim, estou a gostar, já passei as páginas centrais completamente mergulhada na história. No saco também foram projectos fazbemaosolhos por terminar. Levei aquilo que há-de ser a camisola deste Verão, mas esqueci-me de levar os novelos de cor creme, portanto, nada feito. Levei o saco de trapilho para lhe fazer o forro interior, e fiz. Falta agora colocar o fecho (e vamos lá ver como é que corre esta parte...) e também faltam as alças, que têm de ser de cabedal verdadeiro e não daquelas que se vendem por aí em plástico a imitar cabedal, não gosto nada. Dentro do saco também foram uns rolos de juta colorida que comprei na Tiger na semana passada, numa daquelas idas em família ao Marshopping. Enquanto eles foram às lojas das cenas tecnológicas, eu fui regalar os meus olhinhos a ver coisas bonitas e encontrei os rolos, peguei-lhes e já não os larguei.
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Quando os vi imaginei o naperon de juta mas em versão colorida. Foi o que fiz, segui o gráfico embora tenha feito pequenas adaptações, como acrescentar mais voltas e alguns pontos, visto esta juta ser mais fina do que a anterior. Além das funções decorativas que abaixo vos mostro, e outras que exemplifiquei na publicação anterior, esta peça pode também ser usada  como base para tachos e com certeza terá mais utilidades que de momento não me vieram à cabeça. Malta, o Natal não tarda anda por aí e esta é uma peça que pode fazer a alegria de algumas pessoas, é um bom mimo para presentear alguém.
Gosto muito do resultado do conjunto das cores. Decidi usar todas as que estavam disponíveis e acho que não correu nada mal.


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O vaso das espadas está cheio de rebentos. Não sou só eu que gosto muito deste spot, elas (as plantas e as gatas) também se dão muito bem por lá.

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Embora desproporcionado no tamanho (para ficar nesta parede teria de ser maior, acho) quis experimentar ver o meu naperon/mandála a funcionar como wallhanging e pendurei-o só para ver o efeito. Viva o improviso! Gostei do que vi e acho que já sei qual é a parede onde vai ficar muito bem, mas essa mostrarei noutra altura.


E porque estive na rulote e ao ar livre durante os últimos dias a pensar em pequenas transformações para a tornar ainda mais confortável, voltei a ver o livro que está na foto de cima, é este. De vez em quando viro-lhe as páginas à procura de alguma inspiração e não é difícil de a conseguir. Da primeira à última página são só boas ideias para desfrutarmos com tarecos e têxteis que temos por casa. Recriemos os nossos cantinhos apetecíveis, sem custos, sem extravagâncias, apenas com o que temos de melhor e nos faz sentir tão bem - a nossa imaginação.
Continuem a aproveitar um Verão cheio dias felizes!



Até já
Ana Lado B





sábado, 5 de agosto de 2017

naperon de juta # doily jute

sábado, 5 de agosto de 2017
 Aqui está, o meu naperon de juta.
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por curiosidade, neste vaso estão a nascer: um limoeiro, uma tangerineira e uma macieira! O pai R entretem-se a semear caroços e fica meses à espera que germinem. Conseguiu!

só para ficarem com uma ideia do naperon a servir de sousplat, como vêem tem mesmo de ter mais voltas, assim é pequenito.

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A juta, que quando transformada em tecido conhecemos por serapilheira, é uma fibra vegetal de grande resistência, perfeita para determinado tipo de projectos. É um material muito versátil, dá para inúmeras peças, com espessuras também diferentes, sejam em crochet, tricot, tecelagem ou macramé. Por exemplo, imaginem que este mesmo padrão que desenhei para o naperon de juta é reproduzido várias vezes, acrescentando mais duas ou três voltas em cada peça, ficam com uns sousplat fantásticos. Agora imaginem que continuavam a crochetar umas dezenas de voltas, ficam com um tapete magnífico. Também podem fazer uma mandála para decorar a vossa parede. Como vêem, as possibilidades são várias. Na net encontram-se excelentes propostas, deixo-vos aqui uma para um saco em juta, e a boa notícia é que é um DIY! Entrem pela fonte indicada na legenda da imagem.
fonte: realhousemoms.com
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Acho este saco muito bonito. Eu gosto assim, linhas direitas.
Para o meu naperon não recorri a nenhum desenho já existente, foi surgindo durante a execução e nasceu algo muito simples. Para vos aguçar a vontade de também crochetarem o vosso, deixo-vos com o meu humilde gráfico... têm de me desculpar as imperfeições, ando a aprender a trabalhar com o programa e existem funções que ainda não descobri como aplicar. Mas para primeiro gráfico em formato redondo até que não está nada mal, podia ser pior...

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De cima para baixo: (coluna esquerda) 2 pontos altos rematados juntos; 2 pontos altos crochetados no mesmo ponto da carreira anterior; 3 pontos altos crochetados e rematados juntos; anel ajustável; ponto de corrente; ponto alto; (coluna direita) meio ponto alto; ponto baixo; ponto baixíssimo; 3 pontos de corrente; ponto duplo (2 laçadas).

Acima têm a legenda do gráfico. Gostava de a ter mais pequena, mas não consegui. O original está in english, tal como o programa, mas a seguir têm a tradução. Para reproduzirem um naperon de juta igual ao meu, precisam de uma agulha de crochet nr.5 e de uma pequena bobina de juta, eu comprei desta, não sei se ainda está disponível na Ovelha Negra, mas com certeza conseguirão encontrar, hoje em dia é um material muito procurado. Ah, falta dizer que o naperon ficou com 27 cm de diâmetro.
Espero que se divirtam a reproduzi-lo.
Volto em breve com mais um projecto pronto, daqueles que vos falei aqui.
Bom fim-de-semana!


Até já
Ana Lado B


terça-feira, 1 de agosto de 2017

memo # dos dias que passam

terça-feira, 1 de agosto de 2017
Olá Agosto!
E cá estamos, no pico do Verão, excelente momento para fazer um dos meus memo dos dias que passam. Com as mantas de grande formato encostadas à box, tenho estado virada para trabalhos de pequena dimensão e com fios mais frescos. Vejamos então o que tenho andado a fazer.
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Comecemos pelo saco em trapilho inspirado num dos projectos do livro da Molla Mills, Crochet Moderno. Tenho a dizer que gosto muito das propostas que o livro apresenta, mas independentemente disso gosto ainda mais da ideia recriar a partir de, o que me leva quase sempre a adaptar os modelos que escolho fazer. Um dos projectos deste livro que mais me chamou a atenção foi o saco em fio de algodão amarelo torrado, com umas alças em cabedal e um fecho de cor menta. Os meus olhos colaram-se àquelas páginas, e vejam lá que sorte a minha, então não é que tinha uma bobina de trapilho daquela cor! Nem hesitei. Peguei na bobina e não descansei enquanto não lhe vi o fim, só que não tinha ainda o tamanho pretendido para o saco. Procurei nas lojas trapilho na mesma cor e... nada. Numa dessas investidas, à procura do amarelo torrado, encontrei uma cor idêntica à do fecho. Resolvido! Se fica bem no fecho, fica igualmente bem na barra a acrescentar ao amarelo, de forma a fazer crescer o saco para o tamanho pretendido. No que respeita ao tecido que servirá de forro ao saco não o comprei agora, tinha-o no meu stock de tecidos. Sim, leram bem, stock de tecidos. Eu e a costura andamos sempre às avessas, mas nunca resisto a um tecido com padrão e cores bonitas. Não costuro, mas compro muitos tecidos. Pronto, é uma panca como outra qualquer, além de que acaba sempre por dar muito jeito para qualquer eventualidade.
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Trabalho seguinte. Recentemente fiz um naperon em juta, precisava de uma base para proteger uma mesa de um vaso de barro, que somado a terra e água cria muita humidade e portanto há que proteger as superfícies mais delicadas. Fiz a peça e decidi desenhar um gráfico para ser lançado aqui no blog. Ando às voltas com o programa Crochet Charts a tentar reproduzir o naperon que fiz. Já trabalhei com este programa, mas em desenho de formato redondo é a primeira vez. Pelos vistos não é um programa de grande sucesso, mas para mim, e para já, não me parece nada mal. Dá é muito trabalhinho, ui, ui. Mas penso estar no bom caminho e espero em breve poder fazer uma publicação exclusivamente dedicada ao meu naperon de juta.
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Daqui vai sair uma camisola para mim! Já tenho uma parte concluída, frente ou costas, tanto faz, são iguais.   Este ponto, rápido de se fazer, acho-o muito giro. Parecem ondas, encontrei numa das muitas (imensas!) revistas que andam cá por casa. Dantes comprava muitas revistas de crochet, tricot e de decoração também comprava alguma coisa, mas repare-se que o "dantes" quer dizer antes de perceber que estas coisas se encontram todas na internet, portanto, há já uns anos. Hoje em dia contam-se pelos dedos de uma mão, e sobram vários, as revistas que compro ao ano. Compro uma ou outra que me deixe rendida ao grafismo, ao design, à fotografia ou à originalidade dos projectos.
O que vos mostro a seguir, embora em lã, é uma peça que fiz agora porque vou estar com a pequerrucha quando for de férias para o sul daqui a duas semanas. Chamei-lhe Poncho Didi. Falta apenas rematar as pontas e talvez lhe aplique uma barra, ou umas franjas ou uns pompons, ainda não sei. Mas digam lá se as cores não são uma alegria para os olhos! é uma conjugação tipo candy sugar.
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Por último, mostro-vos uma coisa que os meus olhos gostam mas que ainda não descobri o que é. Eu explico. Sobrou juta do naperon, então decidi experimentar fazer uma base ovalada, queria ver qual era o efeito. Depois achei que não tinha piada nenhuma ficar só com um pedaço de juta crochetada sem qualquer utilidade. Lembrei-me de uns novelos de algodão que tinha por cá e segui por ali fora.
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Ainda não decidi a altura que a coisa vai ter, mas começo a vislumbrar uma cesta pequenina onde posso guardar umas tralhas soltas ou até colocar uns vasos pequeninos. Ainda não sei para que servirá, sei que adoro experimentar materiais, misturá-los, criar texturas e que os meus olhos estão muito agradados com o que estão a ver. Quanto ao resto, logo se vê.
Desejo-vos uma semana cheia de Verão!!!


Até já
Ana Lado B


sábado, 15 de julho de 2017

tutorial # ponto dos Xailes de Verão

sábado, 15 de julho de 2017
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Hoje, temos tutorial!!!
Os Xailes de Verão que vos mostrei aqui e aqui, foram executados com um ponto que eu gosto muito de fazer. É muito simples, apenas trabalhado com ponto de corrente e ponto alto, e produz um efeito muito bonito. Encontrei-o há já uns anos na net e desde então que já o apliquei várias vezes. Para quem não o conhece, deixo aqui um registo que servirá de guia para fazerem os vossos xailes ou apenas tirarem uma amostra. Caso queiram fazer o vosso xaile, aqui têm a lista de material necessário:

Para um xaile com 1,65m x 0,85m
320gr de fio de algodão*
agulha de crochet nr.4
agulha de coser lã (para rematar pontas)
tesoura (para aparar as pontas rematadas)

*no meu caso optei por um fio de algodão da Brancal, e preferi um fio com mistura porque queria que a peça ganhasse leveza e se domasse bem às voltas que gosto de lhe dar quando a visto, como por exemplo embrulhar o xaile à volta do pescoço.

Pontos usados:
ponto alto
ponto de corrente

Nível de dificuldade:
fácil!


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início: comecem por montar um cordão com sete pontos de corrente;
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a seguir, fazem um ponto alto no primeiro ponto de corrente que fizeram;
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agora, crochetem 3 pontos de corrente, seguidos de um ponto alto que também é crochetado no primeiro ponto de corrente do cordão inicial;
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1ª carreira (ou volta): virem o trabalho e crochetem 3 pontos de corrente, seguidos de 7 pontos altos crochetados dentro da argolinha; depois, crochetem um ponto alto no ponto da carreira anterior que marca o centro do trabalho;
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crochetem 7 pontos altos, dentro da argolinha seguinte, e terminem com um ponto alto crochetado no 4º ponto de corrente que foi executado no início desta montagem;
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2ª carreira/volta: crochetem 7 pontos de corrente, seguidos de 1 ponto alto crochetado no primeiro ponto que se apresenta nesta volta;
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a seguir, saltem 2 pontos da volta anterior e crochetem 3 pontos altos, um em cada ponto que se apresenta da volta anterior;
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saltem mais dois pontos e crochetem no ponto que marca o centro do trabalho os seguintes pontos, por esta ordem: 1 ponto alto, 3 pontos de corrente, 1 ponto alto, 3 pontos de corrente, 1 ponto alto; (como podem verificar fizeram um pequenino "leque", que corresponde a um aumento e dará ao xaile a tal forma triangular)
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a seguir, pulem novamente dois pontos e crochetem 3 pontos altos, um em cada ponto que se apresenta da volta anterior;
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saltem novamente dois pontos, e terminem esta volta crochetando 1 ponto alto no último ponto da volta anterior; 3 pontos de corrente; 1 ponto alto também crochetado no último ponto da volta anterior (e agora ficaram com duas argolinhas em cada ponta desta volta, argolinhas essas que representam o aumento necessário nas pontas para que a forma triangular da peça se comece a desenhar). Virem o trabalho e avancem para a volta seguinte;
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3ª carreira/volta: 3 pontos de corrente, seguidos de 7 pontos altos dentro da argolinha;
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saltem um ponto da volta anterior e crochetem um ponto alto no ponto seguinte;
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a seguir, crochetem 7pontos altos dentro da primeira argolinha, seguidos de 1 ponto alto no ponto da volta anterior que marca o centro do trabalho (ou o meio do pequeno leque);
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sigam com 7 pontos altos na argolinha seguinte;
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saltem um ponto da volta anterior e crochetem 1 ponto alto no ponto seguinte; saltem novamente um ponto da volta anterior e crochetem 7 pontos altos dentro da argolinha da ponta, seguidos de 1 ponto alto crochetado no 4º ponto de corrente da argolinha da volta anterior. Virem o trabalho;
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4ª carreira/volta: executem-na tal como crochetaram a 2ª carreira;
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5ª carreira: executem-na tal como crochetaram a 3ª carreira. E continuem assim sucessivamente, até atingirem o tamanho pretendido para o vosso xaile.

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Os xailes podem ter uma só cor, podem ter umas listas eye catcher, tal como fiz nos meus, podem ser às riscas de cores variadas, podem ser feitos com fio mesclado, etc, etc, etc. Depende do que cada pessoa pretende para a sua peça.  Chamei xailes de verão aos que fiz porque escolhi um fio fresco e leve, mas podem ser xailes de inverno, basta optarem por um fio de lã quente e confortável para vos agasalhar nos dias frios.
E então, que tal? conseguem perceber e seguir o passo a passo?
Este tutorial, tal como os poucos que já partilhei anteriormente, é pensado para quem sabe alguma coisa de crochet, ou seja, para quem conhece e sabe executar os pontos básicos.
O próximo tutorial no fazbemaosolhos será direccionado a todas as pessoas que gostariam muito de aprender a fazer crochet para terem as suas próprias peças, um tutorial que vos vai ensinar a executar os pontos básicos. A partir do momento em que os saibam executar e os pratiquem, o céu é o limite.
Tenham um excelente fim-de-semana e aproveitem para pegar num novelo e numa agulha e tirem esta amostra, tenho a certeza de que vão gostar!


Até já
Ana Lado B



terça-feira, 4 de julho de 2017

desejosa que chegue mais logo!

terça-feira, 4 de julho de 2017
Hoje vou passar toda a tarde com a cabeça enfiada em papelada (a tal burocracia que tanto odeio!!!), mas antes de iniciar essa malfadada tarefa, passei por aqui para vos mostrar o que chegou às minhas mãos.
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Sim, finalmente, tenho o Crochet Moderno da Molla Mills. Gosto tanto do trabalho dela. E depois, sabem como é, um livro novo, assim como novos materiais nas mãos, são verdadeiros brinquedos. Ficamos tal como as crianças, desejosas de poder brincar até mais não com o novo brinquedo. E eu estou mesmo muito entusiasmada para começar um dos projectos deste livro. Já sei qual vou escolher como primeiro, mas revelarei num outro post. Ah, mas a cor já sabem qual será, a bobina de trapilho na fotografia assim o revela. Mas por agora, só queria mesmo partilhar convosco o meu entusiasmo e também, de certa forma, convencer-me a mim própria que depois de resolver a papelada que tenho em mãos, mereço um grandioso momento de relax, ai mereço, mereço!
Isso, estou desejosa que chegue mais logo.


Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 30 de junho de 2017

antes verde agora roxo # xaile de Verão

sexta-feira, 30 de junho de 2017

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Esta foto tirei-a no passado fim-de-semana, quando fomos uns dias à rulote. Peguei no xaile para fazer as carreiras finais e fiz, mas tive de desmanchar tudo, acontece-me vezes sem conta. É o que faz estar a crochetar e a pensar noutras coisas. Pumba! Toca a desmanchar um bom pedaço e a fazer tudo outra vez. Já está, ei-lo terminado.





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E do verde seco, lembram-se? Podem vê-lo melhor aqui.
Vejam como são giros ao lado um do outro.

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Gosto tanto deles. E vocês, de qual gostam mais?
Tenham um excelente fim-de-semana.


Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Verão e São João

sexta-feira, 23 de junho de 2017
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Ui, já não tinha uma semana mete nojo há muito tempo. Que neura que esta foi, irra!!!
Mas dei a semana como terminada ao início da tarde de hoje. Depois de uma valente manhã de trabalho, cheguei a casa muito determinada e comecei a organizar a tralha para irmos passar o fim-de-semana fora. Preciso de viver momentos divertidos na companhia dos que tanto gosto. E a melhor parte é que cá em casa estamos todos em sintonia, por favor tirem-nos destas quatro paredes, queremos ir brincar ao Verão! E é isso mesmo que vamos fazer. Angeiras, espera por nós, não tarda nada e estamos aí! YES!!! Vamos comer sardinhas, pimentos, broa e caldo verde no nosso estaminé, ouvir música foleira até altas horas da noite e divertirmo-nos que nem uns tolos. Vai fazer-nos muito bem, estamos muito a precisar de desligar o botão e dar lugar à nossa abertura oficial da época de veraneio. E agora uma curiosidade. Embora eu tenha saído de Almada há já quase vinte anos e desde logo me tenha apercebido que os hábitos e costumes das terras altas são bem diferentes dos das terras do sul, houve sempre uma data que uniu (na minha cabeça) esses dois distintos lados. É que tanto no Porto como em Almada se festeja o mesmo santo popular, o São João. Não sei, mas neste dia acabo sempre por me sentir mais perto dos da minha margem... aquela que fica a sul.
Bom São João e um excelente fim-de-semana a TODOS!


Até já
Ana Lado B


segunda-feira, 19 de junho de 2017

a besta nunca desiste

segunda-feira, 19 de junho de 2017

fonte
Que dizer?... nem sei. Impotência. Tristeza, muita tristeza. Revolta, muita. Há décadas que se ouve promessas de mais meios, de mais prevenção, de planos de reflorestação, de ordenamento, muito blá, blá, blá e depois isto, sempre isto. Todos os anos isto! E a besta lavra cada vez mais voraz, sem dó nem piedade, suga tudo à sua frente, faminta e sempre insatisfeita. Ontem, hoje e amanhã, as promessas voltam à tona. Mas os dias vão passar e depois como é, vai ficar tudo na mesma!?...  vão continuar a ajudar a besta a caminhar livre e sofregamente... ela nunca desiste e irá sempre rejubilar-se com a desistência constante de quem promete e nada faz.
Abraço profundo a quem perdeu os seus entes queridos, a quem perdeu os ganhos de uma vida e a todos os que no terreno fazem frente à grande besta.



Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 16 de junho de 2017

dois dedos de mim

sexta-feira, 16 de junho de 2017
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Tenho andado a mil à hora com o meu Lado A!!! É altura, é sempre assim quando o Verão se aproxima. Óbvio que por causa disso mesmo não tenho tido o tempo que gostava para estar por aqui convosco, ou para dar às agulhas. Mas não há problema, porque embora Junho seja sempre aquele mês em que tudo acontece ao mesmo tempo, seguem-se meses em que estarei mais descontraída e com tempo para dedicar ao meu Lado B. Sabem, a verdade é que apesar de não trazer nada para vos mostrar, nem trabalhos acabados, nem cores novas para adorar, nem quintais com plantas e plantinhas, nem campismos e retiros, nem... nada, o certo é que senti uma vontade enorme de falar convosco. Há dias em que apetece virar a página e hoje senti aquela vontade de vir aqui e revelar-vos um pouco mais sobre mim. E assim, aleatoriamente e de repente (!) aqui vai. Não gosto de estar perto de pessoas com tendências depressivas, de pessoas verborreicas, de pessoas tendenciosas, de pessoas sem qualquer sentido de humor, de pessoas brutas, de pessoas frias, de pessoas conflituosas, de pessoas mentirosas, de pessoas aproveitadoras e interesseiras. Gosto muito de estar perto de quem gosta de mim, de quem amo, de quem admiro, de quem me faz bem, de quem tem um bom sentido de humor, de quem se sente feliz e me faz feliz, de quem é simpático, generoso, justo, integro, cordial e verdadeiro. Gosto de viver sem regras, sem preconceitos, sem obrigações nem imposições, sem horas marcadas para tudo, sem listas infindáveis do que devia ter feito e ainda não fiz, sem pessoas a ditar-me ordens, sem gente sem escrúpulos, sem gente medíocre, egoísta, fundamentalista, bacoca, conservadora e puritana. Tirem-mos da frente! Ah, e também não gosto da burocracia, aliás, odeio-a. Gosto muito de estar à mesa com os meus amigos e com a minha querida família, gosto de viajar, de conhecer, de viver novas experiências. Gosto de ser ateia e gosto de respeitar quem não o é. Gosto que me respeitem. Gosto de ser livre, gosto do silêncio, gosto do campo, do cheiro do mar, do cheiro do café acabado de fazer e do cheiro da roupa lavada e tenho muitas saudades do cheiro dos meus filhos quando eram bebés. Não gosto de arrumar, limpar, esfregar ou engomar, mas sou incapaz de viver num espaço desarrumado, sujo e desorganizado, por isso faço tudo o resto que disse não gostar de fazer, mas sabe-me bem quando está feito e posso usufruir do que fiz. Gosto muito de cozinhar, mas não gosto de fazer bolos e sobremesas. Gosto de os comer, mas gosto mais de salgados. Não gosto de dormir à tarde, nem mesmo quando estou de férias, mas gosto de me esquecer do tempo enquanto mergulho num livro. Gostava de ler mais, já li muito, agora leio menos. Gosto muito de ir ao teatro, dispenso idas ao cinema, mas também gosto de cinema. Gosto de escrever, mas não escrevo como gostaria de escrever. Gosto muito da minha casa, mas não gosto do barulho dos pés dos vizinhos de cima. Gosto de conversar, adoro ouvir. Gosto de cores, de conforto, de dar e receber mimos. Gosto de lãs, fios, agulhas e afins. Não gosto de biblots nem de guardar objectos que nada me dizem. Gosto muito de plantas, de mexer na terra, e gosto muito de bichos e bicharocos, menos de alguns insectos... esses causam-me arrepios. Adoro a minha Helga (a cadela) e as minhas gatas, mas não gosto do lixo que fazem. Não gosto de mudar a areia aos gatos. Passo. Não gosto de dar banho ao cão. Passo. Não gosto de arrumar a cozinha. Passo. Não gosto de despejar a reciclagem nem de levar o lixo à rua. Passo. Gosto muito do meu companheiro, que preenche estas minhas lacunas. Gosto muito dele, por tudo o que é e pelo que me faz sentir. Gosto de amar incondicionalmente. Sou romântica mas nem sempre gosto de romantismos. Não tolero a mentira nem a desonestidade. Não tenho paciência para a futilidade nem para a exacerbação da vaidade. Gosto do que me faz bem aos olhos. Gosto de me sentir feliz. Gosto de receber flores, beijos e abraços. Gosto de estar aqui. Gosto de sentir que há gente que está aqui. Gosto de ser mãe das três criaturas mais adoráveis do universo e mais além. Uma delas fez ontem vinte e cinco anos. Gosto de a ver feliz. Gosto das memórias que o tempo me vai deixando. Gosto de viver e de sonhar e não gosto que me impeçam de o fazer.


Até já
Ana Lado B


segunda-feira, 5 de junho de 2017

um Xaile... outro Xaile...

segunda-feira, 5 de junho de 2017
Verde, cor que atrai os meus olhos. Gosto de quase todos os tons de verde, mas o meu preferido para vestir é o verde seco. Toda a vida o usei e tenho que dizer que me sinto muito agradada pelo facto de ser uma das tendências deste ano. Não que me preocupe em andar na moda, de todo, mas também não sou do género eu visto uma coisinha qualquer e já está, nada disso. Gosto de me sentir bem com a minha imagem e só compro uma peça de roupa quando gosto mesmo dela, para ter a certeza de que não me vou cansar. Mas, obviamente que a perfeição não existe e portanto também tenho daqueles dias em que chego à conclusão de que não tenho roupa de jeito para vestir!!! e fico deprimida com o assunto. Repare-seroupa que até ao dia anterior era perfeita, linda e adorável. Pronto, nada a fazer, são os chamados dias da neura e foi precisamente num desses dias que concluí que se tivesse um xaile verde seco tudo mudaria e aquelas calças mais aquela blusa já iam ficar mesmo bem...
Bom, a neura lá passou e os meus olhos voltaram a ver coisas bonitas no roupeiro. Mas o xaile que imaginei ter naquele outro momento não me saiu da cabeça e não descansei enquanto não encontrei um fio na cor pretendida.






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Tenho várias razões para gostar muito deste xaile de Verão: o fio é excelente, um algodão da Brancal; adoro o ponto usado; dá-me gozo crochetar este ponto; a peça tem um bom cair e adapta-se muito bem às várias formas que gosto de dar a um xaile quando o uso. Posto isto, que decidi fazer? Outro xaile! igual mas noutra cor que também gosto muito de vestir, roxo. Com certeza que de futuro me irá salvar de um daqueles dias da neura.
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E agora xailes à parte, aqui fica um pequeno momento. Hoje assinalou-se o dia mundial do ambiente e quero muito deixar um apelo aos mais distraídos ou quiçá mais preguiçosos para "estas coisas". Dêem o vosso melhor para proteger o ambiente, não é só o planeta que agradece, aliás esse sabe libertar-se do que o incomoda e sem aviso prévio, pura e simplesmente "limpa" o que está a mais. O maior beneficiário da protecção do ambiente somos cada um de nós e as gerações vindouras. Para reduzirmos a nossa pegada ecológica não é necessário recorrer a extremos, apenas precisamos de gestos simples no nosso dia a dia, pequenos hábitos que vamos adquirindo por insistência e que com o tempo acabam por ser inatos, não custa nada. Por exemplo, não ligar luzes que não façam falta, não deixar aparelhos ligados quando não estão a ser necessários, não querer ter aparelhos eléctricos para tudo e mais alguma coisa, usar lâmpadas de baixo consumo, não desperdiçar água (quando acampo nem imaginam os disparates a que assisto na zona dos lava-loiça, um gasto de água descontrolado para lavarem meia dúzia de pratos e copos. Fico revoltada, aquela quantidade de água daria para fazer dez lavagens da mesma loiça!!!), fechar as torneiras quando no banho chega o momento de usar o champô, o amaciador ou o gel de banho,  não usar um saco de plástico por cada qualidade de legume ou fruta que compramos (eles não se zangam por viajar juntinhos) e o ideal é nem sequer usar sacos de plástico, reciclar tudo o que for possível de ser reciclado, comer com consciência, não há problema em comermos de tudo desde que com moderação e conscientes daquilo que estamos a comprar, um cuidado que zela pelo ambiente e pela saúde do nosso corpo. Podia continuar a enumerar, mas o referido é já um começo ao contributo para diminuirmos a nossa pegada.
Ah, e por falar em reciclagem, o cabide de quarto que usei para as fotos do xaile veio de casa dos meus pais, é muito antigo, há décadas que ampara as roupas da família. E é lindo, gosto dele com as marcas do tempo. Seria incapaz de retirá-las.
Tenham uma grande semana e sejam felizes


Até já
Ana Lado B


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